No último dia 18, aconteceu nossa Festa Julina!
Tinha muita comida boa, palhaçadas (Dr. Só Riso), pintura facial, músicas, brincadeiras (Pescaria, Jogo das Argolas, Correio Elegante, Barraca do Retrado...), diversão e alegria!!
O dia estava lindo e deu pra aproveitar bastante!
Equipe CAPSIA e Oficina de Imagem (Eduarda e Nitieli)
terça-feira, 24 de julho de 2018
terça-feira, 29 de maio de 2018
Grupos e Oficinas 2018
O CAPSIA conta com diversas oficinas e grupos terapêuticos semanalmente, nos turnos da manhã e da tarde.
Nossos usuários frequentam estas atividades no turno oposto à escola e conforme identificação, ou seja, escolhem, entre as que dispomos, aquela que tenha atividades que eles gostem.
Seguimos com nossos atendimentos individuais (fonoaudiologia, psicologia, terapia ocupacional, médico psiquitra...) e os acolhimentos ocorrem diariamente.
Abaixo, compartilhamos nossa grade atual de atividades!
terça-feira, 3 de abril de 2018
Voltamos!!! E mudamos!!!
Noooossa, quanta novidade!
E sim, temos um aviso muito importante!
Noooossa, quanta novidade!
E sim, temos um aviso muito importante!
Mudamos de endereço, estamos de casa nova! Obaaa!!!
Começamos a atender neste novo endereço em janeiro de 2018.
Estamos localizados na Rua Presidente Rodrigues Alves, 729, Bairro Goiás (mas é bem pertinho do Centro, viu?).
Fica logo atrás da Escola Goiás (na verdade é na frente, mas todo mundo acha que a rua da frente é a da Afubra... Né? Então explicamos assim para facilitar... Ou será que dificultou? :D).
Mas não se preocupe, você irá nos encontrar! Estamos no google e, em caso de dúvidas, procure a gente lá!
Seguimos com todos os nossos atendimentos, grupos, oficinas... Mas numa casa mais bonita e aconchegante, para melhor recebê-los!
Sem mais delongas e enrolações... Seguem algumas fotos do nosso novo espaço! Créditos das fotos para Eduarda, da nossa Oficina de Imagem.
Equipe CAPSIA e Eduarda
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Oooops e... Oba!!!
Voltamos aqui para comunicar algumas pequenas alterações nos horários das oficinas de férias.
Mas olha só gente... A galerinha está super curtindo a oficina de Atividades Físicas que, durante o verão, acontece na piscina dos nossos vizinhos do CAPS AD III!
Bom, com este calor, nada melhor do que se refrescar, mas também se divertir e cuidar da saúde!
Ennntonces, vamos abrir mais um horário de pura alegria na água!!! Êêêêê!!!
Sem mais enrolações, segue nossa nova (e definitiva!) tabela de oficinas de férias:
OFICINA
|
QUEM
PODE PARTICIPAR?
|
QUANDO
POSSO IR?
|
Atividades
Físicas
|
Guris
e gurias até 12 anos
|
Terça-feira
9h00min às 10h30
|
Atividades
Físicas
|
Guris
e gurias a partir de 13 anos
|
Terça-feira
13h30
às 15h00min
|
Atividades
Físicas
|
Guris
e gurias a partir de 13 anos
|
Terça-feira
15h30
às 17h00min
|
Yoga
|
Gurias
a partir de 12 anos
|
Quinta-feira
10h30 às 11h30
|
Cinema
|
Guris
e gurias de todas as idades
|
Sexta-feira
9h30min às 11h
|
Equipe CAPSIA
terça-feira, 30 de dezembro de 2014
CURTINDO AS FÉRIAS NO CAPSIA!
Final de ano está aí, funcionários entrando em férias, nossa gurizada também... Passeios, descanso, curtição, visitar aquele parente no interior... Mas o CAPSIA não para!!!
Atendimentos médicos e demais atendimentos individuais seguem acontecendo normalmente, assim como os Grupos de Familiares e de Adolescentes Usuários de Substâncias Psicoativas.
Já nossas oficinas se tornam mais enxutas e passam a acontecer da seguinte maneira, durante os meses de Janeiro e Fevereiro/2015:
OFICINA
|
QUEM
PODE PARTICIPAR?
|
QUANDO
POSSO IR?
|
Atividades
Físicas
|
Guris
e gurias até 12 anos
|
Terça-feiras das 9h30min às 11h
|
Atividades
Físicas
|
Guris
e gurias a partir de 13 anos
|
Terça-feiras das
13h30min
às 15h
|
Yoga
|
Gurias
a partir de 12 anos
|
Quinta-feiras das 10h30 às 11h30
|
Cinema
|
Guris
e gurias de todas as idades
|
Sexta-feiras das 9h30min às 11h
|
Equipe CAPSIA
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
Feliz Natal e Feliz 2015!!!
Chegamos mais uma vez ao final de um ciclo! 365 dias vividos onde provavelmente passamos por diferentes espectros da vivência humana! Alegria, amor, dor, cansaço, excitação, desanimo, ânimo!!! E assim vamos vivendo nesse campo de oscilações e impermanência que é a vida!
Nesse final de ciclo, que possamos nos aproximar mais daqueles que amamos e descobrir que somos capazes de amar mais, infinitamente! Que possamos encontrar dentro de nós a energia da renovação e do contentamento! Que possamos acreditar que nossas crenças positivas e nosso comportamento mais consciente de nossas ações, é capaz de contribuir para que o mundo seja um pouquinho melhor, um pouquinho mais justo para todos!
Que possamos acordar a cada amanhecer envolvidos pelo otimismo de buscarmos ser vitoriosos em nossa peleja diária e que quando algum desânimo se aproximar, possamos ter nos amigos, nos amores, na natureza, num recanto silencioso dos nossos corações e em nosso simples respirar a energia de dar a volta por cima e poder apreciar intensamente o simples fato de estarmos vivos! E então agradecer!
É nessa energia curadora e poderosa que nós do CAPSIA queremos agradecer a sua parceria em 2014. E desejar que em 2015 a força da união continue a nos nutrir e nos fortalecer! Para que sejamos cada vez mais pessoas de bem e vitoriosos em nossos intentos!
Que tenhamos saúde
Que tenhamos paz
Que tenhamos sabedoria
Que tenhamos amor
Que tenhamos gratidão
Que tenhamos contentamento
Que sejamos prósperos
Feliz Natal e Feliz 2015!
Aproveitamos para divulgar o nosso funcionamento nesse final de ano:
Dias 24 e 31/12/2014: das 08:00h às 14:00h
Dias 26/12 e 02/01: fechado
Equipe CAPSIA
Nesse final de ciclo, que possamos nos aproximar mais daqueles que amamos e descobrir que somos capazes de amar mais, infinitamente! Que possamos encontrar dentro de nós a energia da renovação e do contentamento! Que possamos acreditar que nossas crenças positivas e nosso comportamento mais consciente de nossas ações, é capaz de contribuir para que o mundo seja um pouquinho melhor, um pouquinho mais justo para todos!
Que possamos acordar a cada amanhecer envolvidos pelo otimismo de buscarmos ser vitoriosos em nossa peleja diária e que quando algum desânimo se aproximar, possamos ter nos amigos, nos amores, na natureza, num recanto silencioso dos nossos corações e em nosso simples respirar a energia de dar a volta por cima e poder apreciar intensamente o simples fato de estarmos vivos! E então agradecer!
É nessa energia curadora e poderosa que nós do CAPSIA queremos agradecer a sua parceria em 2014. E desejar que em 2015 a força da união continue a nos nutrir e nos fortalecer! Para que sejamos cada vez mais pessoas de bem e vitoriosos em nossos intentos!
Que tenhamos saúde
Que tenhamos paz
Que tenhamos sabedoria
Que tenhamos amor
Que tenhamos gratidão
Que tenhamos contentamento
Que sejamos prósperos
Feliz Natal e Feliz 2015!
Aproveitamos para divulgar o nosso funcionamento nesse final de ano:
Dias 24 e 31/12/2014: das 08:00h às 14:00h
Dias 26/12 e 02/01: fechado
Equipe CAPSIA
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
Dia da Beleza e Festa de Final de Ano
Como escrever sobre a beleza? É difícil
colocar em palavras o que aconteceu no dia 26 de novembro de 2014, no CAPSia: O
Dia da Beleza e a Festa de Final de Ano do serviço. A dificuldade, porém, será
nossa parceira e algumas linhas irão se esboçar...
A
Confraternização esse ano seguiu a temática de cuidado a fim de ficar belo e
saudável. Com a intenção de embelezar a vida e este
final de ano, bem como os usuários do CAPSia e seus familiares, um dia com
várias atividades e oficinas foi oferecido e construído com todo o carinho pela
equipe “Capsiana”. A equipe da unidade se propôs a cuidar e embelezar os
usuários, bem como educar em saúde. A unidade
neste dia foi adaptada para receber os usuários e seus familiares, os quais
puderam usufruir de espaço de relaxamento/descontração, pintura com spray
colorido do cabelo, cabeleireiro (corte, penteado), maquiagem, manicure e
pedicure, exame de glicemia capilar, aferição de pressão arterial, apresentação
de desenhos animados de conscientização e hábitos adequados de higiene, lanches
gostosos e música. Contamos com a participação e disponibilidade do
cabeleireiro Julio Mattos e do músico Gabriel Gayer, aos quais agradecemos de
coração.
Além disso, uma presença mais que especial
tornou o dia inesquecível às crianças: a vinda do Papai Noel! Com seu saco de
presentes, o bom velhinho distribuiu lembrancinhas, mas também muito amor aos
usuários.
A atividade ocorreu durante os turnos manhã e
tarde, respeitando o turno escolar e intuindo abranger o máximo de
participantes. Inúmeros usuários compareceram acompanhados de seus familiares.
Todos puderam usufruir de um momento de alegria, acolhimento e possibilidade de
sentir-se mais belo, em todos os sentidos!
E esses são os registros de alguns momentos
do dia...
(texto: Francine - psicóloga residente do Hospital Santa Cruz e Graziela - estagiária de enfermagem, idealizadora da atividade)
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
Maconha: não fuja do assunto!
As discussões sobre a legalização/liberação da
maconha estão cada vez mais presentes em nosso dia a dia. Nossos vizinhos
uruguaios adotaram uma postura de legalização da comercialização, produção e
distribuição da droga, o Estado agora controla estes processos. Foram também
lançadas medidas de regulamentação. Assim como o Uruguai, outros países já
modificaram sua postura com relação a maconha, sendo um assunto de destaque no
cenário atual.
Este mês, foi divulgado um documento pelo Centre for Addiction and Mental Health (CAMH), importante instituição canadense destinada ao tratamento, ensino e pesquisa em saúde mental e dependência química, apoiando a legalização da maconha com a devida regulamentação pelo governo do Canadá. Os pesquisadores do CAMH enfatizam que a maconha não é uma substância benigna, apresentando sim riscos como problemas cognitivos e motores, problemas respiratórios, dependência e problemas de saúde mental. Embora menores que os riscos trazidos pelo uso do álcool e tabaco, estes aumentam dependendo da frequência assim como da idade de início de uso.
Apesar dos riscos associados, o documento questiona a política proibicionista argumentando que esta introduz riscos sociais e individuais que ultrapassam os riscos a saúde. Alegam que, além de não deter o consumo, esta postura exporia os usuários ao uso de drogas de baixa qualidade, além de aumentar sua exposição a outras drogas, ao crime e punições penais, dificultando também o acesso dos usuários ao tratamento. O documento propõe a legalização, porém com recomendações de controle como o monopólio da venda pelo Estado, idade mínima pra consumo, controle de disponibilidade, um sistema de preços que reduza a demanda e desencorajam o uso, proibição da propaganda e venda em embalagens simples e padronizadas. Enfatiza-se também a garantia de acesso ao tratamento, esforços na prevenção e educação além da proibição da condução de veículos quando sob efeito da substância.
Sendo um serviço de atenção a saúde mental, este debate afeta também o CAPSIA. Assim, acreditamos ser importante que se estabeleça um diálogo aberto. Estamos preocupados, sobretudo, com a melhoria da qualidade de vida de nossos pacientes, assim como da população em geral. As realidades dos países aqui referidos são, sem dúvida, diferentes da de nosso país, no entanto isso não impede que falemos sobre o assunto.
Em nossa prática diária adotamos a política de redução de danos, a qual é preconizada pelo Ministério da Saúde. A redução de danos é uma “estratégia de saúde pública que visa reduzir os danos causados pelo abuso de drogas lícitas e ilícitas, resgatando o usuário em seu papel autorregulador, sem a preconização imediata da abstinência e incentivando-o à mobilização social” (Brasil 2003). Na condução de nossas ações na comunidade buscamos priorizar o incentivo a hábitos de vida saudáveis assim como questionamentos éticos como o respeito ao outro e à natureza. Acreditamos que auxiliando indivíduos a serem mais conscientes sobre sua saúde e seu papel social é que se faz possível a redução da busca pelo uso de substâncias psicoativas.
Mais informações:
Equipe CAPSIA - via correspondente internacional Ana Bittencourt =)
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
Mês das Crianças!
E o nosso mês de outubro vem sendo marcado por diversas atividades legais pra comemorar o dia das crianças, não podendo faltar o passeio pra prestigiar a nossa Festa da Alegria, a Oktoberfest!
Procuramos sempre incentivar as atividades também fora do espaço do CAPSIA, como meio de proporcionar momentos diferentes e especiais para a nossa galerinha, inserindo-os em contextos sociais diversos, novas realidades e experiências, oportunizando a eles atividades que, por suas condições sociais, eles não teriam acesso.
Teve passeio no Parque de Diversões da Oktoberfest...
... teve Cinema 3D!
Além de novas e lindas produções no CAPSIA.
Gostaríamos de fazer um agradecimento especial a nossa colega Tayná, que descolou todos os ingressos que oportunizaram a participação nestas atividades!
Até a próxima aventura! ;)
Equipe CAPSIA
Procuramos sempre incentivar as atividades também fora do espaço do CAPSIA, como meio de proporcionar momentos diferentes e especiais para a nossa galerinha, inserindo-os em contextos sociais diversos, novas realidades e experiências, oportunizando a eles atividades que, por suas condições sociais, eles não teriam acesso.
Teve passeio no Parque de Diversões da Oktoberfest...
... teve Cinema 3D!
Além de novas e lindas produções no CAPSIA.
Gostaríamos de fazer um agradecimento especial a nossa colega Tayná, que descolou todos os ingressos que oportunizaram a participação nestas atividades!
Até a próxima aventura! ;)
Equipe CAPSIA
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
Bullying
Nos dias 22/08 e 12/09/2014, o CAPSIA esteve na Escola Petituba falando sobre bullying com alunos das oitavas séries.
Estes momentos fizeram parte de um projeto intitulado "Sáude na Escola", onde são trabalhadas questões de saúde física e mental, pertinentes às necessidades da escola. O projeto contou também com a participação de agentes comunitárias de saúde atuantes nesta área de abrangência.
No primeiro encontro foi realizada uma dinâmica de grupo como disparador da discussão sobre o tema. A roda de conversa foi bastante produtiva, com a participação de todos.
No segundo dia, sugerimos a produção de cartazes, com a turma dividida em grupos, cada um com um tema relacionado ao bullying. Após a apresentação dos cartazes e das ideias desenvolvidas, foi feita uma apresentação pelo CAPSIA para aprofundar estas ideias iniciais.
Percebemos juntamente com os alunos, o quanto as práticas de bullying estão presentes e são frequentes no ambiente escolar e o quanto precisamos estar atentos as consequências destas atitudes na saúde mental dos colegas.
O CAPSIA procura fomentar e participar de ações de prevenção e orientação em saúde mental, sempre que possível, dentro de sua atribulada rotina!
Abaixo seguem as fotos dos registros dos cartazes produzidos pela galerinha!
Equipe CAPSIA
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Retornando as postagens com... Jogos de Inclusão!
Depois de um tempinho sem postar por aqui (nossa blogueira nos deixou por um período, foi se especializar lá para as bandas do Canadá... chique, hein?), resolvemos compartilhar as fotos do lindo evento "Jogos de Inclusão", que ocorreu no dia 20/08 (o poster foi divulgado aqui no blog). Antes tarde do que nunca, né?
O evento foi um sucesso, teve grande adesão dos nossos usuários, bem como dos usuários de outros serviços e alunos de diversas escolas. Já estamos ansiosos pelo evento do próximo ano - ele já faz parte do calendário municipal.
A abertura foi emocionante, com apresentação artística dos alunos da APAE e exibição de um clip realizado em parceria entre os alunos desta instituição com a banda Maria do Relento - até o vocalista Peppe Joe esteve lá pra animar a galerinha. Cada escola e instituição participante entrou com sua delegação devidamente identificada.
Além das atividades esportivas competitivas (futsal e atletismo), teve chute a gol, arremesso à cesta, ping-pong, tandem-bike, xadrez, oficinas e diversas atividades recreativas e de integração.
Abaixo seguem algumas fotinhos do evento:
Equipe CAPSIA
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
Oficina culinária - visitando o supermercado
Aha! Acharam que nossa oficina de culinária havia terminado? Pois não! Estamos com todo o pique repetindo nossas maravilhosas receitas, algumas com novos toques dos cheff's, claro! Mas achamos melhor não repetir publicações, para que não achem que estamos exibindo nossos dotes culinários...
Mas esta semana temos novidades!!
É a semana de visita ao supermercado, para apresentar estas lindas e saudáveis "cores" aos nossos mocinhos e mocinhas... Tb teremos a orientação de nossa nutricionista, dando dicas valiosas sobre uma alimentação equilibrada!
Medicalização da infância
Mais uma excelente dica de leitura da nossa colega Débora Franke.
A era da palmatória química – responsabilidade social e medicalização da infância
A epidemia de diagnósticos de “transtorno de déficit de
atenção e hiperatividade” (TDAH) que tem assolado a infância está
atrelada a um vertiginoso aumento da prescrição de metilfenidato – droga
tarja preta – para crianças.
Segundo estudo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa), o consumo de metilfenidato (comercializado no Brasil com os
nomes Ritalina e Concerta) aumentou 75% entre crianças e adolescentes na
faixa dos 6 aos 16 anos entre os anos de 2009 e 2011.
Curioso é observar que a venda dessa droga aumenta no
segundo semestre escolar e cai durante o período das férias escolares.
Como aponta Eliane Brum no artigo “O doping das crianças”, publicado na
revista Época sobre o estudo, “isso significa que há uma relação direta
entre a escola e o uso de uma droga tarja preta”, o que faz essa
substância ser conhecida como “a droga da obediência”.
Parece que estamos vivendo a era da palmatória química, em
que a utilização de psicofármacos para a infância em grande escala passa
a ser uma prática socialmente corrente.
Não é dos dias de hoje que a criança é ativa e inquieta,
que seu corpo se agita diante do que ainda não consegue representar pela
palavra, ou que a sua curiosidade a leva a distrair-se, derivando sua
atenção em diferentes rumos.
Henry Wallon, importante neurologista e psiquiatra
infantil, já apontava no ano de 1925 que a criança é essencialmente
turbulenta, a hiperatividade está atrelada ao seu processo de
constituição e pode agravar-se quando há alguma angústia diante de uma
situação de vida à qual a criança não consegue fazer frente. Em recente
trabalho de doutorado sobre o tema da colega Cristine Lacet, de cuja
banca tive o prazer de participar, ela nos recorda o que disse esse
estudioso: “Quem sou eu e quem eu fui para me permitir julgar o excesso
vital de uma criança? Que contas devo eu a uma sabedoria culpada que me
fez tornar adulto? Damos crédito para que a criança use e abuse de sua
vitalidade. Quem somos nós para normalizar assim nossas nostalgias
infantis?”
É preciso considerar que nem toda agitação ou desatenção é
doença, como afirmaram os colegas Ilana Katz e Paulo Shiller em coluna
na seção Tendências e Debates da Folha de S.Paulo, em 9/7/2014.
O fato é que, desde a década de 50, a utilização de
psicofármacos para tratar de doenças mentais tem sido cada vez mais
frequente entre os adultos. A partir da década de 80, essa prática
começou a estender-se para a infância. Sem dúvida há situações extremas,
tais como delírios, alucinações, privação de sono, agressividade
extrema, automutilações, em que uma medicação torna-se necessária para
criar as condições mínimas de vida e de tratamento. Mas há 25 anos
atrás, quando comecei a clinicar, era praticamente impensável que os
pais solicitassem psicofármacos para os filhos. Era evidente para eles a
necessidade de centrar o tratamento nas aquisições que a criança, em
pleno processo de formação, poderia fazer. No entanto, hoje em dia, é
corrente que os pais interroguem se “umas gotinhas ou comprimidinhos
para acalmar e ajudar a concentrar não viriam bem”.
Muitos pacientes recorrem à rede pública em busca de um
psicofármaco, como se, de modo isolado, residisse nele a resolução do
problema. Diante disso, psiquiatras extremamente preocupados com a
situação veem-se na situação de esclarecer à população sobre a
complexidade do quadro.
Ocorre que esses psicofármacos gozam, junto à população, da
credibilidade de certos procedimentos altamente eficazes – tais como
vacinas ou antibióticos – que de fato eliminam ou evitam uma doença. No
entanto, os mecanismos de licenças e aprovação de psicofármacos nem
sempre implicam procedimentos tão rigorosos e criteriosos como os
adotados em outros campos da medicina. Ao tratar-se de patologias
mentais é preciso considerar que as relações causa-efeito das “doenças”
não são tão lineares, pois estão atrelados a vários fatores
(multifatorialidade), o que torna complexo o seu tratamento, o seu
diagnóstico e a especificidade de seus sintomas, dificilmente
“consertados” por uma única medicação.
Como afirma o psicanalista Alfredo Jerusalinsky, é
impossível falar desse assunto sem tocar a própria história das
classificações psiquiátricas, que “ao longo dos últimos 30 anos têm
transformado problemas em transtornos”. Ele explica: “Um problema é algo
para ser decifrado, interpretado, resolvido. Um transtorno é algo a ser
eliminado, suprimido”.
É preciso notar que, seguindo a lista de critérios adotados
para os diagnósticos de transtornos da atualidade, é praticamente
impossível passar incólume por eles. Qualquer dúvida, vide na lista que a
Associación de CHADD mostra em sua página de internet quais são as
perguntas e indicadores mais frequentes para suspeitar desse
diagnóstico: “Meu filho tem TDAH? Qualquer pai pode se fazer esta
pergunta. A resposta a esta pergunta é: todas as crianças podem,
eventualmente, ter uma atividade excessiva. Sua atenção também pode,
eventualmente, ser breve. No entanto, se seu filho é mais ativo que
outros de sua idade, então tem TDAH”. Este não é o único indicador, há
outros: “Que a criança tenha esquecimentos frequentes, perca seus
pertences, seja desorganizada, seja inconstante em seus pensamentos, que
seu professor afirme sua dificuldade em permanecer sentado, que não
consiga esperar que suas perguntas sejam respondidas, que preste mais
atenção ao redor que a si mesmo, que manifeste agressividade, que
apresente dificuldades acadêmicas na aprendizagem da língua e da
matemática”. Nessa página consta que, se a criança apresenta estas
características, seus pais estão autorizados a pensar que seu filho tem
TDAH e devem levá-lo para uma avaliação. Convenhamos, que criança
saudável passaria incólume por esses critérios?
Se a turbulência da criança traz problemas para os adultos
que dela cuidam, se sua atividade é híper, excessiva, para os demais,
fazer disso um transtorno, pressupondo por trás dela uma desordem
orgânica a ser eliminada, implica outra lógica.
Os defensores do THDA como um transtorno com entidade
clínica específica e de seu tratamento com drogas estimulantes asseguram
que ele está associado a “alterações no cérebro”. Mas tanto a
Conferência de Desenvolvimento de Consenso dos Institutos Nacionais de
Saúde (NHI, EUA, 1998) quanto a Academia Americana de Pediatria (2000)
confirmam não haver bases biológicas conhecidas para o TDAH.
Se não está comprovado que algo falte ou sobre no cérebro
de uma criança com hiperatividade, o fato é que, a partir da introdução
de um psicoestimulante como o metilfenidato, o cérebro passará a
funcionar de forma diferente.
A utilização dessa droga não é inócua, e menos ainda para
uma criança em formação. Sua longa e preocupante lista de efeitos
colaterais vem despertando o alerta dos especialistas. Sabe-se que há
efeitos no apetite, efeitos cardiológicos, efeitos relativos ao aumento
de comportamentos obsessivos-compulsivos e à diminuição das atividades
de curiosidade, de exploração, de brincar e de sociabilização das
crianças. A neurocientista Diana Alicia Jerusalinsky no artigo “Trata-se
de caçar o caçador?”, publicado no Livro Negro da Psicopatologia
Contemporânea (2011, editora Via Lettera), questiona a causalidade e
tratamento dessa classificação psicopatológica, recordando que quase
sempre o tratamento começa quando se desenvolvem conflitos com os
adultos na escola ou em casa. Logo, sob efeito da medicação, as crianças
passam a sofrer de outros transtornos que até então não tinham,
passando a consumir novos psicofármacos para combater depressões,
alucinações ou desordens de bipolaridade. Diante disso, a autora cita
Peter Breggin (diretor do Center for the Study of Psychiatry and
Psychology – Bethesda, EUA, 2002) em sua fala diante do Congresso dos
EUA: “Qualquer anormalidade cerebral nessas crianças é quase que
certamente causada por uma exposição prévia à medicação psiquiátrica.
(…) Enquanto obtemos um alívio transitório da culpa imaginando que a
falta está no cérebro das crianças, acabamos subestimando nossa
capacidade para realizar as intervenções adultas que realmente são
requeridas”.
É nesse contexto que, a SMS-SP (Secretaria Municipal de
Saúde de São Paulo), por meio da Portaria nº 986/2014, regulamentou, em
12 de junho de 2014, as condições de prescrição e distribuição de
metilfenidato na rede pública. Uma medida mais do que acertada: um ato
de responsabilidade social acerca do modo em que abordaremos, em nossos
tempos, as manifestações de saúde e de sofrimento das crianças.
Nota da Abrasme (Associação Brasileira de Saúde Mental) em
apoio à decisão da prefeitura afirma que, segundo recentes dados
oficiais dos Estados Unidos, aproximadamente 1/5 dos adolescentes no
ensino médio receberam o diagnóstico médico de TDAH, e 11% das crianças
no ensino fundamental receberam esse mesmo diagnóstico. Dessas crianças e
adolescentes diagnosticadas com TDAH, 2/3 receberam prescrições de
estimulantes como Ritalina. Esse mesmo fenômeno ocorre em diversas
outras sociedades. Na Inglaterra, o número de drogas prescritas para o
TDAH (metilfenidato, incluindo a Ritalina) disparou mais de 50% em seis
anos.
O que acontece dentro das escolas que faz com que muitos
professores estejam, eles mesmos, medicalizados para tentar sustentar a
difícil função de transmitir a realização e também frustração que faz
parte do processo de apreender? O que acontece com os pais que, tomados
pelo trabalho, delegam à escola certas funções estruturantes no sentido
de autorizar mas também de cercear o gozo das crianças? O que acontece
com uma infância confinada a casas de poucos metros quadrados e TVs de
várias polegadas, retiradas de um espaço público degradado e violento?
Se apenas médicos podem receitar medicação, como a AMB
(Associação Médica Brasileira) coloca em nota de contestação à decisão
da SMS da Prefeitura de São Paulo, publicada no Estadão, é, no entanto,
central que a avaliação clínica seja feita por equipe interdisciplinar
que considere o sintoma que comparece na criança de modo não isolado,
tal como a prefeitura propõe. É o mínimo que inicialmente podemos fazer
no sentido de perguntar-nos se tantos diagnósticos de hiperatividade são
de fato um problema isolado no cérebro das crianças de nossos tempos ou
se, diante da dificuldade de educar, estamos recorrendo a uma
palmatória química.
Julieta Jerusalinsky
Psicanalista
Psicanalista
07/08/14
Acesso em: http://blogs.estadao.com.br/crianca-em-desenvolvimento/a-era-da-palmatoria-quimica-responsabilidade-social-e-medicalizacao-da-infancia/
Equipe CAPSIA
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Jogos Municipais de Inclusão
No dia 20/08/2014 acontecerá em nosso município o evento "Jogos Municipais de Inclusão". Essa iniciativa pretende ampliar espaços de inclusão, integração e promoção da saúde para pessoas com deficiência e sofrimento mental.
Abaixo segue o folder de divulgação, com a programação completa do evento!
Participe!!!
Equipe CAPSIA
Abaixo segue o folder de divulgação, com a programação completa do evento!
Participe!!!
Equipe CAPSIA
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
Intervenções precoces - bebês em risco de autismo
Nossa colega Débora Franke indicou-nos a leitura deste texto muito instigante:
Embora o titulo do documento refira-se a uma patologia especifica, a leitura do mesmo nos remete a um cuidado mais amplo da interação pais-bebê não apenas na prevenção do autismo, mas também de outras psicopatologias cujas raízes encontram-se nesta etapa tão precoce.
Os autores alertam para a possibilidade de detecção de sinais de sofrimento psíquico em momentos iniciais da vida, segundo os mesmos: "Muitos também desconhecem o alcance da intervenção precoce nesses casos (autismo)e o quanto o trabalho do psicanalista, muitas vezes associado ao
trabalho de outros profissionais, é capaz de mudar de forma
significativa os efeitos desses riscos."
Destacamos alguns trechos do texto mas recomendamos a leitura na integra no link acima!
"A relação do bebê com os pais tem certas características
importantíssimas para o seu desenvolvimento bio-psíquico-social, e é por
isso que sempre que pensamos no bebê, nos debruçamos sobre as funções
do pai e da mãe (ou de quem os represente para o bebê), porque sabemos
que o bebê, sem os cuidados de um adulto, não sobrevive nem fisicamente
nem psiquicamente. "
"... se um bebê ou criança pequena está se ligando a objetos,
vivendo em um mundo de sensações em detrimento das interações, evitando
as emoções ou sucumbindo a elas, temos que pensar que mudar [ou
treinar] o comportamento, ainda que isso possa trazer atitudes
momentaneamente mais aceitáveis, não é suficiente para reformular a
estrutura mental em risco de enrijecimento autístico. Há que se investir
maciçamente na criação de oportunidades de relação que ajudem a criança
a regular e reconhecer seus estados emocionais, não por meio da pura
cognição, mas exatamente por meio de experiências afetivas
significativas com o outro. Esta é a tarefa da Psicanálise: buscar
reconhecer os estados mentais tomando por base a observação detalhada e
sintonizada do comportamento não verbal do bebê/criança e seus pais,
convocando para o contato a partir do que a criança é, e ampliando o
movimento da criança em direção ao contato com o outro."
"Nos bebês que apresentam riscos de desenvolver distúrbios de tipo
autístico há muita dificuldade no estabelecimento das interações do bebê
com os outros. Então, os parceiros – bebês e pais – como que se fecham
em si mesmos, cada um em circuito fechado, ocasionando um processo
diferente, em que, no lugar dessa construção comum, teremos duas
construções que se confrontam."
"O papel dessa intensa interação pais/bebê é fundamental, pois é ela que
organiza o corpo do bebê e seu funcionamento, seu comportamento e suas
representações, ou seja, sua entrada no mundo simbólico e relacional.
Por isso, a abordagem psicanalítica procura restaurar a interação
pais/bebê, para recolocar em marcha o “motor relacional”, para que o
bebê possa começar a se organizar, se construir e se enriquecer pela
identificação e pela imitação."
"Por isso nós, psicanalistas, estamos, sobretudo, preocupados em intervir
logo, antes que essas dificuldades relacionais se fixem como padrões de
relação para o bebê. Por quê? Porque sabemos que nesse período o bebê
possui uma maior maleabilidade em seus aspectos orgânicos e em sua
constituição psíquica. (...) É essa maleabilidade que propicia que intervenções nesse momento
oportuno sejam muito mais eficazes e duradouras, podendo evitar que
essas dificuldades se potencializem, como bola de neve, instalando-se
como quadros cujo tratamento será mais difícil após a primeira
infância."
"Na condição de psicanalistas, ficamos alertas quando um bebê se mostra
impossibilitado de exercer suas competências, tanto no contexto das
interações quanto na organização de sua funcionalidade, ao longo de seu
desenvolvimento físico, que lhe permita prosseguir nas etapas do
crescimento neuro-sensório-motor (rolar, andar, sentar, pegar usando as
mãos, olhar direcionado, atenção a sons, mastigar) até a organização dos
seus ritmos de sono/vigília, fome/saciedade, brincadeiras/descanso.
Pode aparecer, assim, pouco interesse na interação, comunicação e
contato afetivo/lúdico, dificuldade de aceitar e apreciar o contato
físico e de se aconchegar ao colo, ausência de pedido de aproximação,
apatia, pobreza de troca de olhares e poucas vocalizações em resposta à
convocação dos pais, dificuldade de se deixar consolar pelo adulto, com
isso arranjando um jeito próprio de se consolar, tendo preferência pela
manipulação de objetos. Vulnerabilidade e desarmonia também podem se
manifestar no contexto de recusas alimentares, doenças somáticas de
repetição, refluxos gastresofágicos, doenças respiratórias,
irritabilidade excessiva chegando até ao impedimento do sono, flacidez
ou outras alterações do tônus muscular. Reconhecemos nessas
demonstrações do bebê que ele não está bem, e chamamos a essas
dificuldades, que se expressam em maior ou menor grau, de sinais de
sofrimento precoce ou indicadores de risco (risco para o
desenvolvimento, e risco psíquico)."
"Nesse momento da intervenção, o psicanalista entende que o
atendimento conjunto dos pais com o bebê é fundamental para a
compreensão do que acontece entre eles. Durante os encontros, o trabalho
do psicanalista é o de fazer a leitura dos apelos que o bebê faz, do
modo pelo qual ele convoca ou evita o encontro com os pais e de ajudar
aos pais a dar novos sentidos à movimentação do bebê. É a isso que
chamamos de “leitura das situações relacionais” dos pais com o bebê, que
englobam tanto a movimentação do bebê na direção de seus pais quanto a
movimentação dos pais na direção do bebê que, ao se mostrarem durante as
sessões, serão nomeadas pelo psicanalista."
Equipe CAPSIA
Indicação: Débora Franke - psicóloga CAPSIA
segunda-feira, 28 de julho de 2014
Festa junina 2014 - fotos
Como havíamos prometido...fotos da festa! O post será atualizado com mais imagens na medida em que formos organizando nosso material!
| Ambiente externo protegido com a lona do exército...lindão! |
| A barraca do retrato fez sucesso! |
| Eita Belezuuuras!!! |
| Povo todo reunido! |
Equipe CAPSIA
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