Capsia Santa Cruz do Sul

segunda-feira, 31 de março de 2014

Oficina de Culinária : sanduiche de forno e sanduiche natural

Esta semana tivemos duas verções delicinhas de sanduiches! Quentinho e super natureba!



1. Sanduiche de forno:

- Manteiga para untar;
- 1 pacote de pão de forma;
- 1 copo de requeijão;
- 200g de queijo prato ou mussarela;
- 200g de presunto;
- tomate coertado em rodelas;
- óregano;
- 1 pacote de queijo ralado;
- meio copo de leite.

Preparo:
Unte uma forma com a manteiga, faça uma camada de pão e cubra com requeijão.
Coloque uma camada de queijo, presunto, tomate e orégano;
Mais uma camada de pão;
Cubra com requeijão e polvilhe com o queijo ralado;
Jogue o leite nas laterais do sanduiche e leve ao forno até dourar!


2. Sanduiche simples:

- pão de forma;
- queijo mussarela ou prato;
- presunto;
- tomate em rodelas;
-pepino em rodelas;
-cenoura ralada.
- requeijão.

Preparo: é so montar o sanduiche com os ingredientes e matar a fome!!!


Equipe CAPSIA

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quarta-feira, 26 de março de 2014

Horários Grupos Terapêuticos 2014

Informamos horários dos grupos terapêuticos no ano de 2014:


Segunda
Terça
Quarta
Quinta
Sexta
16:00 – Grupo Adolescentes (Dependência Química)
Técnicos de Referência:
Ana Luiza e Jaqueline
14:30 – Grupo de Familiares
Técnicos de Referência:
Patricia



16:00 - Grupo Familiares (Dependência Química)
Técnicos de Referência:
Daniela e Cristina

16:00 – Grupo de Adolescentes “Guris”
Técnicos de Referência:
Patricia e Débora

16:00 – Grupo de Adolescentes “Gurias”
Técnicos de Referência:
Patricia



Equipe CAPSIA
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Horários Oficinas Terapêuticas - 2014

Informamos os horários de nossas oficinas terapêuticas para o ano de 2014

Oficinas realizadas no turno da manhã:


Segunda
Terça
Quarta
Quinta
Sexta

9:00 – Fazendo Acontecer
Técnicos de Referência: Cristina e Bárbara
8:30 – Jogos I
Técnicos de Referência: Jaqueline e Débora
8:30 – Fazendo Arte II
Técnicos de Referência: Veridiana e Morgana


9:00 – Atividades Físicas
Técnicos de Referência: Miguel e Sonimar
10:00 – Jogos (pré-adolescentes)
Técnicos de Referência:
Rafaela e Morgana

8:30 – Culinária
Técnicos de Referência:
Ana Luiza e Cristina
 

Oficinas realizadas no turno da tarde:



Segunda
Terça
Quarta
Quinta
Sexta
14:00 – Culinária
Técnicos de Referência:
Ana Luiza e Cristina
13:30 – Atividades Físicas
Técnicos de Referência: Bárbara e Miguel

13:30 – Fazendo Arte I
Técnicos de Referência: Veridiana e Rafaela


15:00 – Hora do Conto
Técnicos de Referência: Cristina e Bárbara

15:00 – Linguagem
Técnicos de Referência: Daniela e Mariane




Equipe Capsia
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terça-feira, 25 de março de 2014

Apoio Matricial

Destacamos hoje o artigo: "O Apoio Matricial em Unidades de Saúde da Família: experimentando novações em saúde Mental"  de autoria de Magda Dimenstein; Ana Kalliny Severo; Monique Brito; Ana Lícia Pimenta; Vanessa Medeiros; Edilane Bezerra.

O texto traz uma leitura bastante critica sobre a visão dos profissionais atuantes na saúde básica no Município de Natal a cerca do que é e como funciona o Apoio Matricial. No entanto, a realidade mostrada no artigo não se restringe a tal municipio sendo uma questão pertinente a todos os territórios. Sendo o Apoio Matricial um conceito ainda bastante novo para muitos municipios, é importante buscarmos esclarecimento a cerca desta proposta. 
Tomamos a liberdade de destacar alguns trechos deste trabalho a fim de despertar a discussão sobre o tema. Os trechos destacados trazem apenas alguns pontos de esclarecimento sobre as questões principais do conceito e modo de funcionamento do AM. 

A leitura integral do texto faz indagações mais profundas sobre o modo como hoje operamos em saúde mental, seja na atenção primária, seja nos CAPS, pois ainda há muito a ser aprimorado no atendimento ao usuário!

“A Reforma Psiquiátrica aponta para a superação do modelo hospitalocêntrico no atendimento do transtorno mental, tendo em vista um cuidado que não afaste o portador do seu espaço social. Desse modo, a atenção básica, no campo da saúde pública brasileira, constitui-se em um espaço privilegiado de intervenção mostrando-se como uma estratégia significativa para  traçar ações focadas no eixo territorial. O Programa de Saúde da Família (PSF), criado em 1994, destaca-se  nesse contexto.”

“ O Apoio Matricial surge como proposta para articular os cuidados em saúde mental à Atenção Básica.”

“ Essa perspectiva é antagônica ao modelo de atendimento centrado nos especialismos,  que adota uma perspectiva de saúde fragmentada, distante da concretude da vida dos sujeitos A partir dessas críticas, o ato de cuidar implica em  compreender a saúde de maneira global, intrincada  ao modo de vida das pessoas. A saúde, sendo percebida como recurso para a produção de vida diária dos usuários, exige novos modos de tratar e de acolher o sujeito em sofrimento, principalmente o portador de transtorno mental, na sua vida diária e em seu espaço comunitário. Desse modo, a unidade básica tornou-se fundamental para esse tipo de acompanhamento.”

"Segundo o Ministério de Saúde (Brasil, 2005), os principais desafios da Reforma Psiquiátrica é que 3% da população necessita de cuidados contínuos em saúde mental, em função de transtornos severos e persistentes, o que exige uma rede de assistência densa, diversificada e efetiva. Somado a isso, aproximadamente de 10% a 12% da população não sofre transtornos severos, mas precisam de cuidados em saúde mental, na forma de consulta médico-psicológica, aconselhamento, grupos de orientação e outras formas de abordagem. Isso, consequentemente demanda uma rede assistencial ampla e integrada. Além disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) vem registrando uma preocupação gradativa nos últimos anos com as chamadas doenças crônicas no mundo inteiro, dentre as quais estão os transtornos mentais."

"Observa-se, portanto, que a incorporação das ações de saúde mental na atenção básica é uma prioridade no cenário atual. Nesse sentido, o Ministério da Saúde propôs a estratégia do Apoio Matricial (AM) para facilitar o direcionamento dos fluxos na rede, promovendo uma articulação entre os equipamentos de saúde mental e as Unidades Básicas de Saúde (UBS) o Apoio Matricial surgiu a partir da constatação de que a reforma psiquiátrica não pode avançar se a atenção básica não for incorporada ao processo. Não é viável concentrar esforços somentena rede substitutiva, mas é preciso estender o cuidado em saúde mental para todos os níveis de assistência, em especial, à atenção primária. Entretanto, sabemos que as equipes de atenção básica se sentem desprotegidas, sem capacidade de enfrentar as demandas em saúde mental que chegam cotidianamente ao serviço, especialmente os casos mais graves e/ou crônicos. O matriciamento visa dar suporte técnico a essas equipes, bem como estabelecer a corresponsabilização."

"O Apoio Matricial às equipes da atenção básica deve partir dos CAPS, pois estes são serviços que ocupam lugar central na proposta da reforma psiquiátrica, sendo seus dispositivos por excelência. São considerados ordenadores da rede de saúde mental, direcionando o fluxo e servindo de retaguarda para as residências terapêuticas, bem como para a atenção básica."

"A visão predominantemente fragmentada do trabalho em saúde, baseada nos conhecimentos especializados, propicia ainda o fortalecimento da lógica do encaminhamento. Campos e Domitti (2007) apontam que o apoio matricial vem tentar reverter essa lógica de encaminhamento, pois essas intervenções pressupõem sempre uma lógica de hierarquização, havendo uma diferença de poder/saber entre quem encaminha e quem recebe e ainda uma transferência de responsabilidade."

"A proposta do Apoio Matricial é articular atenção básica e serviço especializado, promovendo encontros de saberes que proporcionem uma atuação mais integral e menos fragmentada. Dessa forma, o CAPS, no papel de serviço especializado, não estaria desresponsabilizando-se de sua demanda, mas passando a atuar numa outra perspectiva, a de descentralizar esse cuidado, levando-o para mais perto do usuário. Os profissionais desse serviço estariam orientando e construindo, juntamente com os profissionais da atenção básica, um novo modelo de atenção, em que o maior beneficiado é o próprio usuário. Não há, portanto, um desvio e sim um compartilhamento de responsabilidades."


Equipe CAPSIA
Indicação: Rafaela Pereira

Texto na Integra  Aqui
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Oficina de Culinária - Bolo Mármore



Ta ai a gostosura desta semana!!!!

Receita do Edu Guedes para nossos oficineiros 

Ingredientes:

- 1 xícara de manteiga;
- 2 xícaras de açúcar;
- 1 xícara de leite;
- 4 gemas;
- 3 xícaras de farinha de trigo;
- 4 claras em neve;
- 1 colher (sopa) de fermento em pó;
- 1 xícara de chocolate em pó;
- manteiga e farinha de trigo para untar e enfarinhar.


Preparo:

1) Bata a manteiga com as gemas até obter um creme claro;
2) Junte o açúcar,o leite, a farinha de trigo e bata até ficar homogêneo;
3) Acrescente as claras em neve e o fermento e misture delicadamente;
4) Coloque metade da massa em uma forma untada e enfarinhada; Reserve;
5) Acrescente o chocolate em póno restante da massa, misture bem e despejena forma. Leve para assar em forno médio (180 °C) pré-aquecido por cerca de 30 minutos, ou até ficar dourado.


Bom apetite!!!


Equipe CAPSIA










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sexta-feira, 21 de março de 2014

O normal e o patológico - Angústia de separação


O que é a Ansiedade de Separação ou Angústia de Separação

 A psicóloga Cláudia Morais trás uma definição simples sobre o que é e como se manifestam estes sintomas:


"A ansiedade de separação pode ser definida como o nervosismo excessivo que a criança evidencia quando antecipa que terá de se afastar temporariamente de um familiar (por norma, a mãe). Este medo exacerbado pode traduzir-se na recusa em ir à escola, na manifestação de preocupação com a possibilidade de um dos progenitores morrer e/ou no medo de dormir sozinha."
“É uma fase normal de adaptação ao crescimento emocional e mental  que pode acontecer a qualquer momento até os 6 anos de idade, sendo que alguns casos até com crianças de 7 a 9 anos de idade. Calma, está é uma etapa normal do desenvolvimento do seu filho e uma fase que vai passar assim que ele amadurecer o suficiente para perceber que quando você não está presente você continua a existir.”(Márcia Horbácio)


Como é que se manifesta? 

Com crises de choro, queixas psicossomáticas (como dores de barriga), pesadelos, etc.”




Dividiremos aqui algumas observações relativas as fases iniciais do desenvolvimento e também quanto as crianças mais velhas.

Bebês

Como identificar:

De acordo com Márcia Horbácio, no caso dos bebês, se demonstrarem todos ou grande parte dos sintomas abaixo pode estar passando pela fase da angústia da separação:
  • Seu bebê chora sempre que você sai de perto dele;
  • Ele demonstra que quer ficar com você o tempo todo mesmo que outras pessoas conhecidas estejam presentes, ou seja, sempre prefere você;
  • Tem dificuldade para se separar de você na hora de dormir e nas sonecas do dia;
  • A angústia parece desaparecer assim que você volta;
  • Demostra ter medo de estranhos.


Como posso ajudar meu bebê?
  • Faça brincadeiras de esconder objetos atrás de uma fraldinha ou pano e faça reaparecer. Quanto trouxer o objeto de volta a vista da criança, sorria e diga algo como “Achou!”
  • Se esconda você mesmo atrás de um pano e quando reaparecer sorria e diga de novo algo como “Achou a mamãe!”
  • Saia do ambiente que ele está e vá para outro,  falando com ele de modo que ele acompanhe a sua voz aonde você vá. Não pare de falar enquanto estiver desaparecida mas se ele chorar, volte logo, sempre falando com ele.
  • Procure deixá-lo de vez em quando com alguém bem conhecido e em que ele possa confiar. Nos finais de semana, tente deixá-lo com o pai o máximo que puder enquanto ele estiver nessa fase. (Hora da manicure!)
  • Quando sair, nunca deixe de dizer tchau , saia sorrindo e saia logo para não prolongar esse momento.


Crianças:


De acordo com Claudia Morais, os sintomas tem origem em situações estressantes para a criança. “ Os agentes estressantes vão desde situações novas (como a mudança de escola ou a mudança de casa), adoecimento de um dos membros da família ou mudanças repentinas na rotina da criança. O que acontece é que a criança se sente alarmada e reage instintivamente em busca de ajuda. De resto, muitas destas crises de ansiedade assemelham-se às crises de pânico que nós, adultos, tantas vezes experimentamos – a criança pode sentir fraqueza, falta de ar e uma espécie de nó na garganta.”


De que é que a criança precisa?

Que os adultos em quem confia se mostrem disponíveis, capazes de empatizar com os seus apelos. Precisa que lhe transmitam segurança, uma base sólida para que se sinta capaz de explorar o desconhecido. À medida que a criança desenvolve laços seguros com os adultos mais próximos, sentir-se-á mais apta a confiar noutras pessoas e em si mesma.


A psicóloga Cláudia alerta que “quando a ansiedade se intensifica e/ou se prolonga por mais de 4 semanas tornando-se incapacitante e/ou prejudicial ao normal desempenho das actividades, podemos estar perante uma perturbação de ansiedade de separação, que requer uma avaliação clínica e respectivo acompanhamento psicológico, sob pena de aquela criança vir a sofrer de um transtorno ansioso ao longo da vida adulta.”


As informações foram obtidas nos blogs:

Macetes de mãe -
Indicação  da Rafaela Pereira

A psicóloga




Equipe Capsia




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terça-feira, 18 de março de 2014

Como se fabricam crianças loucas

Artigo completo publicado no Jornal El Pais, escrito por Eliane Brum. 

“Os manicômios não são passado, são presente. Uma pesquisa realizada no hospital psiquiátrico Pinel, em São Paulo, mostra que, mesmo depois das novas diretrizes da política de saúde mental no Brasil, crianças e adolescentes continuaram a ser trancados por longos períodos, muitas vezes sem diagnóstico que justificasse a internação, a mando da Justiça.” 

O autor da reportagem traz dados obtidos pela Psicóloga Flávia Blikstein que compõe o seu trabalho de conclusão de Mestrado na Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo.  “A investigação mostra por que os manicômios persistem apesar das diretrizes da política de saúde mental e do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A Lei nº 10.216, de 2001, orientada pela reforma psiquiátrica, prioriza o atendimento em rede, em serviços inseridos na comunidade, perto da família, e determina que a internação só pode ocorrer depois de esgotados todos os recursos extra-hospitalares”.
Uma das histórias contadas na reportagem é a de Raquel (nome fictício):

“Raquel nasceu em 1994. A mãe estava presa por tráfico de drogas, não porque era chefe de uma organização criminosa, mas porque vendia uma pequena quantidade para sustentar seu próprio vício. Esse destino é comum nos presídios do país, é também gerador de órfãos de mães vivas. Pobre demais para dar conta dela, a avó colocou Raquel num abrigo aos cinco anos. A menina é de imediato descrita como “agressiva”. E, por esse motivo, é afastada das outras crianças. Passa a morar com o que se chama de “mãe social”, isolada numa casa nos fundos do abrigo. A escolha, como mostra Flávia, evidencia que, desde sempre, a resposta à agressividade de Raquel é a exclusão. Obviamente, também não deu certo. De abrigo em abrigo, Raquel virou aquela que “não dava certo” em abrigo nenhum.”
O destino de Raquel?
“Raquel ficou trancada no Pinel por 1004 dias. Nas três primeiras vezes, tornou-se evidente que a justiça internava e o hospital liberava, porque não havia razão para manter Raquel confinada.(...) Após nova internação, e depois de mais 413 dias nesta, Raquel fugiu do hospital. Voltou espontaneamente dois dias mais tarde. Para onde mais ela iria, já que o longo período de confinamento esgarçou ainda mais os frágeis vínculos familiares e a impediu de criar novos? (...) No total, Raquel ficou trancada no Pinel cinco anos. (...) Em 2010, aos 16 anos, ela foi transferida para outro hospital psiquiátrico.”
E o autor segue:
“Talvez valesse a pena perguntar se a agressividade, ao se olhar para o contexto e as circunstâncias, não era o principal traço de sanidade de Raquel. Mas o direito à história é o primeiro a ser arrancado das “crianças loucas”. Ela já tinha quase tantos rótulos quanto anos de vida: filha de presidiária, abandonada, agressiva, não dá certo... Raquel só era vista por estigmas e fragmentos.”
Outra história contada na reportagem é a de José (também nome fictício):
“José tinha 10 anos quando deu o primeiro passo para dentro do Pinel, por ordem judicial. Tinha passado, segundo o relatório da instituição, por “maus tratos, negligências e privação afetiva”. Apresentou “comportamentos desafiadores e transgressores, o que resultou em rejeição e abandono familiar, principalmente de sua mãe”. A mãe decidiu entregá-lo para o pai, na Bahia. No dia da viagem, José recusou-se a ir. Ele não queria se separar da mãe. Para não ser obrigado a viajar, por duas vezes tentou se jogar diante dos carros, na rua. A “crise de agitação” levou à sua primeira internação. A duração: 623 dias.
Quando teve alta, José foi encaminhado a um abrigo. Permaneceu apenas três dias antes de ser internado novamente. Dessa vez, ficou trancado por 255 dias. José fugiu. Para onde? Para a casa de mãe. Mais uma internação, por “agitação psicomotora com intensa heteroagressividade, baixa tolerância à frustração, sem crítica, e risco de vida”. Dessa vez, ficou 84 dias na instituição antes de fugir novamente. Para onde? Para a casa da mãe. Na quarta e última internação, ele permaneceu 309 dias no Pinel. Foi então encaminhado para um abrigo. De onde fugiu. Para a Bahia, em busca de um lugar e de um afeto. No total, José ficou 1271 dias trancado no Pinel: três anos e cinco meses”
Em números os dados da pesquisa são impactantes:
“Em pouco mais da metade dos casos – 55% – o pedido de internação psiquiátrica foi feito por familiares e por diferentes serviços da rede de saúde. Nos outros 45%, crianças e adolescentes foram internados por ordem judicial. Estes são os dois caminhos de entrada nos hospitais psiquiátricos. A pesquisa mostrou, porém, algumas diferenças fundamentais para compreender o problema: no período pesquisado, a Justiça internou mais cedo, por mais tempo e mais vezes.”

O diagnóstico de Raquel era Transtorno de Conduta. Um diagnostico comum também em nosso município e cujo emprego é muitas vezes banalizado, sendo atribuído de forma indiscriminada.
“Em sua investigação, Flávia mostrou que o diagnóstico de “transtorno de conduta” tem sido usado de modo generalizado – e quase displicente – para justificar internações em hospitais psiquiátricos. (...)Flávia constatou que os chamados “transtornos do comportamento e transtornos emocionais” – dos quais “transtornos de conduta” correspondem a 75% dos casos – cresceram como motivo de confinamento”

Espantado com as histórias e dados revelados pela reportagem? Pois saiba que estas histórias tão distantes estão muito próximas da realidade que vivemos em nosso município. Internações por via judicial, pedidos de medicalização de agitações, agressividade, comportamento opositor na adolescência...
Obviamente existem quadros patológicos importantes com tais sintomatologias, mas é preciso cautela em seu diagnóstico e tratamento.
Diariamente recebemos encaminhamentos solicitando avaliações dos comportamentos citados, sem que pareça haver qualquer reflexão prévia sobre as motivações destes jovens para a revolta, para as crises, o pedido é por medicamentos que acalmem e anulem esta voz quando elas falam de realidades sociais chocantes, abandono, descaso, impotência.

A própria pesquisadora nos elucida um pouco do que pode ser uma solução pra o exposto:
“A hipótese de Flávia é de que, se houvesse mais serviços comunitários de saúde mental, como está previsto na legislação, é provável que a necessidade de internação fosse bem menor. Em vez do hospital psiquiátrico, uma rede articulada, com investimento maior em equipes de saúde mental, na capacitação e implantação do Programa de Saúde da Família e de centros de atenção psicossocial. “A patologização das crianças em situação de vulnerabilidade social evidencia a precariedade da rede de atenção e cuidado, e também a insuficiente articulação entre as políticas públicas nos campos da educação, saúde, habitação e lazer”, afirma.”
“Crianças e adolescentes, segundo a legislação, devem ser tratados dentro da comunidade, junto à família, sem afastamento da escola. A doença, se de fato existe, deve ser compreendida como uma das várias características – e não como a verdade única sobre aquela criança e adolescente. Mesmo a internação, se for necessária, deve ser entendida como uma parte da história – e não como a história inteira. A internação é um momento, não um destino.”

A reportagem é longa, mas vale a pena sua leitura atenta!
Indicação das colegas Rafaela Pereira e Daniela Gruendling.

Equipe CAPSIA
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segunda-feira, 17 de março de 2014

Oficina de culinária - biscoito de queijo



Olha ai a oficina de culinária começando com tudo! 
São dois dias por semana de delicias saindo da cozinha do nosso CAPSIA, segundas pela tarde e sextas de manhã. Nada de olho gordo hein! 
                                                                   
Hoje a receita foi a seguinte:


Biscoito de queijo parmesão

Ingredientes:

1 xicara de queijo parmesão ralado
2 xicaras de farinha de trigo
200gr de manteiga

Modo de preparo:

Misture todos os ingredientes e amasse bem.
Enrole com as mãos fazendo tirinhas (ta na foto!)
Corte os biscoitos.
Coloque em uma forma (não precisa untar) e leve ao forno pré-aquecido até dourar. 
Se quiser acrescentar temperos como orégano...fique a vontade!

Delicia né?
Equipe do CAPSIA

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quarta-feira, 12 de março de 2014

Bebidas alcoolicas e gestação

Pesquisa divulgada pelo jornal Estadão refere que "a  ingestão de bebida alcoólica no início da gravidez, mesmo em doses baixas, pode aumentar o risco de o bebê nascer prematuro ou com peso inferior ao esperado".

Segundo o jornal, participaram do estudo 1.264 mulheres que apresentavam baixo risco de complicações no parto. Os pesquisadores descobriram que as voluntárias que bebiam mais do que duas unidades de álcool por semana  (cada dose equivale a uma latinha de cerveja ou a uma taça de vinho) tinham duas vezes mais probabilidade de dar à luz um bebê prematuro ou menor do que o esperado, na comparação com mulheres que se mantiveram abstêmias. 
Os pesquisadores advertem ainda que período mais vulnerável da gestação seria o primeiro trimestre.

A matéria completa pode ser conferida Aqui.

Embora não acha unanimidade entre os médicos a respeito da ingesta de bebidas alcoólicas por gestantes,  e em que momento este comportamento passa a acarretar prejuízos ao feto, o cuidado com o bebê começa ainda na gravidez, assim, evite excessos e procure evitar o uso de álcool, cigarro ou outras drogas!

Enfatizamos ainda que a gravidez na adolescência é por si uma gestação considerada de alto risco, a gestante adolescente deve abster-se do uso de qualquer tipo de droga!

Equipe CAPSIA
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sexta-feira, 7 de março de 2014

Em cartaz

Hoje foi o último dia de nossa oficina de cinema, a atividade foi oferecida durante o período de férias e agora, com o retorno de nossa rotina, será encerrada para dar início a novas atividades.

Hoje exibimos o filme Donkey Xote.



Rucio (Luis Posada) é um burro que está cansado da vida pacata que todos parecem levar em La Mancha. Isto muda quando o Cavaleiro da Meia Lua desafia Don Quixote (José Luis Gil) para um duelo, em Barcelona. Só que Rocinante (David Fernández), seu amigo cavalo, prefere vadiar a participar da aventura. Isto faz com que Rucio tenha que agir como cavalo, para ajudar Don Quixote a vencer o confronto.


Descrição do site Adoro Cinema


Semana que vem já teremos mais novidades sobre as novas oficinas!!



Equipe Capsia
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quarta-feira, 5 de março de 2014

Redução de Danos no CAPSIA

Foi com muito entusiasmo que recebemos hoje mais um profissional para nossa equipe, trata-se  de uma Redutora de Danos.
Aproveitamos o momento para esclarecer um pouco do papel deste importante profissional junto as equipes que atendente pacientes portadores de Transtornos por Uso de Substâncias.


A portaria No 1.028, DE 1o. DE JULHO DE 2005 regula as ações que visam à redução de danos sociais e à saúde, decorrentes do uso de produtos, substâncias ou drogas que causem dependência.
As ações em redução de danos são direcionadas, de acordo com esta portaria, "a usuários ou a dependentes que não podem, não conseguem ou não querem interromper o referido uso, tendo como objetivo reduzir os riscos associados sem, necessariamente, intervir na oferta ou no consumo."

Estas ações devem respeitar as necessidades do público alvo e da comunidade compreendendo as seguintes  medidas de atenção:

"I - informação, educação e aconselhamento;
II - assistência social e à saúde; e
III - disponibilização de insumos de proteção à saúde e de prevenção ao HIV/Aids e Hepatites."

As ações citadas no item I tem por "objetivo o estímulo à adoção de comportamentos mais seguros no consumo de produtos, substâncias ou drogas que causem dependência, e nas práticas sexuais de seus consumidores e parceiros sexuais" devendo ainda conter:

"I - informações sobre os possíveis riscos e danos relacionados ao consumo de produtos, substâncias ou drogas que causem dependência;
II - desestímulo ao compartilhamento de instrumentos utilizados para consumo de produtos, substâncias ou drogas que causem dependência;
III - orientação sobre prevenção e conduta em caso de intoxicação aguda ("overdose");
IV - prevenção das infecções pelo HIV, hepatites, endocardites e outras patologias de padrão de transmissão similar;
V - orientação para prática do sexo seguro;
VI - divulgação dos serviços públicos e de interesse público, nas áreas de assistência social e de saúde; e
VII - divulgação dos princípios e garantias fundamentais assegurados na Constituição Federal e nas declarações universais de direitos."

Destacamos que a mesma portaria enfatiza que "em todas as ações de redução de danos, devem ser preservadas a identidade e a liberdade da decisão do usuário ou dependente ou pessoas tomadas como tais, sobre qualquer procedimento relacionado à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento."



 As informações aqui contidas fazem parte da portaria No 1.028, DE 1o. DE JULHO DE 2005


Equipe CAPSIA
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HORÁRIO DE ATENDIMENTO


De Segunda a Sexta-feira: das 8:00h às 18:00h, sem fechar ao meio dia!


*NÃO TEMOS ATENDIMENTO EXTERNO NAS QUARTAS PELA TARDE (reunião de equipe)

Dúvidas sobre primeiro atendimento?


PROCEDIMENTOS:

Para ser atendido no CAPSIA é preciso realizar a avaliação inicial (primeira escuta).

A primeira escuta NÃO é agendada, basta comparecer ao CAPSIA durante os horários de atendimento externo (exceto quartas no turno da tarde).

Procure chegar até 1h (uma hora) antes do fechamento do serviço.


A criança ou adolescente deve comparecer ao serviço acompanhado por familiar ou responsável. A criança ou adolescente deve estar presente para que possa ser realizada a primeira escuta.


DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA AVALIAÇÃO:

1. Documento de encaminhamento da Rede de Atenção à Infância e Adolescência( Conselho Tutelar, Posto de Saúde/ESF, SIS/UNISC, Promotoria/ Juizado da Infância e Adolescência);

2. Cartão SUS.


Em caso de tentativa de suicidio, ideação suicida, suspeita ou uso de drogas pela criança ou adolescente não é necessário encaminhamento e o familiar pode procurar o serviço mesmo que o paciente se recuse a comparecer.

Atividades desenvolvidas no Capsia :

  • atendimentos individuais (medicamentoso, psicoterápico, fonoterápico e terapêutico ocupacional),
  • atendimentos em grupo,
  • atendimento familiar,
  • visitas domiciliares,
  • atividades de inserção social,
  • oficinas terapêuticas,
  • atividades externas.

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